A Apple revolucionou este ano o setor da telefonia celular com o iPhone, o elegante celular sem botões que, apesar de seu preço, já vendeu quase um milhão e meio de unidades nos Estados Unidos e tem despertado paixões em ambos os lados do Atlântico Norte.
Todo mundo que não tenha passado os últimos seis meses fora do planeta já ouviu falar dele: os meios de imprensa publicaram artigos sobre o iPhone até não poder mais e o telefone se transformou no termo mais procurado na Internet em 2007, segundo o Google.
Nos EUA, a revista "Time" o chamou de "invenção do ano" por seu design, sua tela tátil e por ser o primeiro celular "que realmente merece o nome de computador portátil".
Tudo começou no dia 29 de junho com filas de consumidores passando a noite na porta das lojas: o iPhone, anunciado seis meses antes por Steve Jobs, presidente da Apple, foi colocado à venda nos EUA ao preço de US$ 499, embora alguns meses depois tenha caído para US$ 399.
A compra do aparelho vem junto com a obrigação de assinar um contrato de 24 meses com a operadora de telefonia AT&T, o que originou o surgimento quase imediato de dúzias de "hackers" no mundo todo, "lutando" para liberar o aparelho para uso com outras empresas. Muitos o conseguiram.
Em apenas dois dias, a Apple vendeu 270.000 unidades e hoje já são quase um milhão e meio, sem contar os que foram vendidos na França, Grã-Bretanha e Alemanha, onde o telefone chegou no início de novembro.
No entanto, os números de vendas na Europa não são comparáveis aos dos EUA e decepcionaram os especialistas, que os atribuem à falta de conexão com a internet através da rede 3G e à obrigatoriedade de assinatura de longos contratos com as operadoras.
Será que é justificado todo este alvoroço por causa de um telefone caro e que ainda está muito distante de ser perfeito? Os críticos se queixam que no iPhone é muito difícil teclar e que o aparelho não permite acesso ao serviço de e-mail Outlook, por isso quem precisa consultar mensagens do trabalho, tem que andar com dois telefones.
Seus defensores destacam seu design e a facilidade para navegar na Internet e afirmam que a Apple conseguiu voltar a criar um produto de culto, como o iPod, e revolucionar um mercado já saturado de telefones celulares.
"Apesar de acertos e omissões, o iPhone é um belo e revolucionário computador de mão", afirmou o crítico de "The Wall Street Journal" e guru do setor tecnológico Walt Mossberg. "Faz com que outros telefones inteligentes pareçam primitivos".
Mas se você vive em alguns dos países onde o iPod já está à venda e pensava em comprá-lo para este Natal, pode ser que seja melhor esperar para não comprar um produto a ponto de ficar obsoleto.
O presidente da AT&T, Randall Stephenson, afirmou recentemente que no próximo ano surgirá a versão do iPhone com conexão com a internet através da rede 3G, o que representa mais velocidade que a atual conexão wi-fi.
Não se sabe que outras novidades este novo iPhone trará, mas, como diz a "Time", há muito espaço para a imaginação.
"Se você olhar para o iPod há seis anos, vai parecer que um homem das cavernas o talhou de um pedaço de sílex usando outro pedaço de sílex", assegurou a "Time" sobre o reprodutor de mp3 da Apple.
"Agora imagine alguma coisa que possa fazer o iPhone parecer primitivo. Você vai ver isso dentro de dois anos".
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
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