Nunca se falou tanto no Linux, inclusive no Brasil. O Governo Federal estimula o uso do sistema operacional de código livre nos desktops e notebooks populares —por um lado, é uma boa forma de economizar em licenças do Windows, por outro, permite uma experiência agradável e livre ao usuário. Mas será que o Linux está preparado para ser um substituto do Windows nos desktops?A verdade é que depende de quem será o usuário. Desenvolvedores de programas geralmente optam pelo Linux por ele possuir uma enorme gama de softwares livres de excelente qualidade. Entretanto, apesar de encontrar seu espaço entre usuários avançados, o sistema sempre foi um problema para usuários médios ou leigos, seja pela dificuldade de configurá-lo manualmente sem ter conhecimentos extensos, seja pela falta de suporte de fabricantes de hardware e desenvolvedores de software.
Mas isso começou a mudar há alguns anos: distribuições cada vez mais amigáveis, recursos de interoperabilidade com o Windows e o crescimento de softwares de código livre disponíveis para várias plataformas impulsionaram o sistema para um nicho pouco explorado anteriormente: o usuário comum no dia-a-dia.
Grandes empresas perceberam que o Linux pode ser uma alternativa viável ao sistema operacional da Microsoft. A Novell adquiriu o SUSE Linux, uma distribuição alemã que sempre foi conhecida pelos amantes do pinguim. IBM, Sun e HP investem pesado na plataforma aberta, e a Canonical faz sucesso com a distribuição que foi responsável pelo boom atual do Linux nos desktops: o Ubuntu. (Saiba mais sobre distribuições)
Perfil de uso
Os softwares disponíveis atualmente permitem fazer praticamente tudo que se faz no Windows, com exceção da maioria dos jogos que usa como base o DirectX, plataforma de desenvolvimento de jogos da Microsoft.
Você pode navegar na Internet, usar comunicadores instantêneos e e-mail, trocar e visualizar arquivos, vídeos e músicas sem muita dificuldade. A utilização do BROffice (antigo OpenOffice no Brasil) também garante uma boa experiência em produção de textos e apresentações, embora recursos avançados disponíveis no Microsoft Office tenham alguns problemas de compatibilidade (como macros e diagramações complexas).
Entre as dificuldades, estão a edição avançada de vídeo e áudio (não existem programas tão poderosos quanto os do Windows, como Adobe Premiere ou Soundforge), os jogos que são expecíficos para Windows e o desenvolvimento de Flash (pois a Adobe não disponibiliza seu editor para Linux).
Agora que você já sabe os prós e contras, que tal aprender como instalar e configurar o Linux em seu computador?
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